sábado, 17 de outubro de 2009

Gato !



Pra não poisar senão um dedo

É demasiado grande o gato.

Com a cauda na cabeça,

Gira num círculo e a essa

Carícia ele corresponde nesse acto.

Mas o homem, à noite, vê os seus olhos

Cuja única virtude é a palidez.

São demasiado grandes pra esconder

E pesados prò vento perdido do sonho.

Sempre que o gato dança

É pra isolar essa prisão

E quando pensa

É até às fronteiras dos seus olhos.


Paul Eluard



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Ron-rons da Moody