sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Ode ao gato

Renoir

Tu e eu temos de permeio
a rebeldia que desassossega,
a
matéria compulsiva dos sentidos.
Que ninguém nos dome,
que ninguém
tente
reduzir-nos ao silêncio branco da cinza,
pois nós temos fôlegos
largos
de vento e de névoa
para de novo nos erguermos
e, sobre o
desconsolo dos escombros,
formarmos o salto
que leva à glória ou à
morte,
conforme a harmonia dos astros
e a regra elementar do
destino.

José Jorge Letria, in "Animália Odes aos Bichos"

5 comentários:

  1. Uma ode que define perfeitamente a "filosofia" de vida do gato.

    Amiga Fê, já cá li sobre os gatos Bobtail. Tenho um há poucos meses e já me informei mais sobra a raça, mesmo com a veterinária.
    Contudo, ninguém me sabe explicar porque é que ele tenta mamar em quase todos os tecidos, sobretudo no meu robe cor de rosa.
    O mais estranho, é que ele não perde o vício, pelo contrário.
    Se souber algo sobre este tema, por favor avise-me.

    Bom fim de semana
    com muitos rons-rons
    Beijinhos

    ResponderEliminar
  2. Lindo: os gatos são mesmo assim: têm vontade própria...não se deixam "domar"!

    Ná: tive um bichano que ...já adulto, ainda mamava nas mãos, ora nas pontas dos dedos, ora mesmo na pele da mão. Não era de raça, apenas tinha sido encontrado por mim, quase morto de cansaço numa valeta e eu levei-o para casa. Lá ficou e sempre com essa "mania"!

    Bj às duas.

    ResponderEliminar
  3. "A gato que rói, nunca faltaram farrapos"

    Miau.

    ResponderEliminar
  4. Os gatos têm uma personalidade muito vincada.
    Beijinhos

    ResponderEliminar

Obrigada por gostares de gatos :)
Todos os comentários são muito importantes para mim.
Ron-rons da Moody